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Um par perfeito: Job Crafting e as transformações da liderança para o futuro do trabalho.

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Em janeiro 2020 uma equipe do MIT apresentou um estudo apontando quais deverão ser os comportamentos de liderança necessários a transformação digital.

The New Leadership Playbook for the Digital Age ou

O novo livro de liderança para a era digital. Reimaginando o que é necessário para liderar.

Os autores: Douglas A. Ready, Carol Cohen, David Kiron, and Benjamin Pring

E com muita inteligência, evitaram falar das “12 competências da transformação digital”!!!!

Nesse artigo afirmam que além da necessidade de incorporar habilidades digitais, certos comportamentos das lideranças e certas normas culturais que funcionaram no passado, hoje precisam ser revistos.

O estudo buscou responder:

Quais novos comportamentos de liderança emergentes precisam ser adotados para que as empresas prosperem na economia digital?

Como esses comportamentos se combinam com os atributos que simplesmente funcionam, não importa a época, as circunstâncias ou as considerações culturais?

O estudo se concentrou nestas 3 questões.

  • Quais comportamentos de liderança eram considerados eficazes em sua organização no passado, mas agora são considerados prejudiciais e por quê?

 

  • Que comportamentos podem ter passado despercebidos até cinco anos atrás, mas agora são considerados altamente importantes para que um líder seja considerado eficaz e por quê?

 

  • Quais comportamentos ou atributos de liderança sempre foram considerados importantes para sua organização, ainda são importantes hoje e serão importantes para sempre, e por quê?

O resultado do estudo foi classificado em 3 tipos de comportamentos.

  • Comportamentos que perderam valor (eroding).

 

  • Comportamentos que seguem valorizados (enduring).

 

  • Comportamentos que ganham valor (emerging).
Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

Porque e como o Job Crafting contribui eficazmente a transformação recomendada pelo MIT.

Antes de mais nada, existem algumas constatações que precisamos rever em relação ao trabalho.

O job description é hoje mais do que nunca letra morta, já que não consegue ser um espelho dos desafios e das mudanças necessárias na atuação de todos.

É uma herança da revolução industrial. E muitas iniciativas de recursos humanos foram construídas nessa base.

Nos dias de hoje, cada vez mais precisamos entender os desafios, as entregas e resultados esperados e perante a incerteza, promover iniciativas que de forma fluida e rápida, respondam aos momentos que vivemos.

Os trabalhos ficaram cada vez mais líquidos e cada um precisa ajustar-se a novas realidades, e com a pandemia, isso ficou ainda mais certo.

Cada vez mais, precisamos que as pessoas assumam de maneira ativa as contribuições que propõem trazer e isso deve levar em conta o potencial de cada uma delas, o que certamente traz ajustes e mudanças na forma de trabalhar e obter resultados.

Job Crafting é um meio de promover mudanças no trabalho de forma a obter melhores resultados, maior engajamento e a utilização plena do seu potencial e talentos.

Exemplo de Job Crafting

O processo ajuda a mobilizar as pessoas para que de proativamente busquem formas de melhorar o seu engajamento e performance.

Job Crafting é um processo altamente disruptivo.

O que precisamos hoje é diferente e seguramente será diferente no próximo mês. Cada indivíduo deve ter o máximo de informação sobre o que se espera desse trabalho, de maneira a que possa aportar o que possui de melhor e resolver os desafios da empresa.

Tendo como base a Psicologia Positiva e utilizando design thinking, o Job Crafting propõe que cada um elabore propostas de mudanças para aproveitar os seus pontos fortes.

E uma maneira inteligente e saudável de promover o engajamento e aumentar o significado do trabalho de cada um e temos constatado que isto se traduz em melhor performance.

Este processo tem a vantagem de levar propostas de contribuição tanto down up como na rede de network, promovendo um diálogo positivo entre as partes, já que o principal objetivo é buscar a melhor forma de aproveitar as capacidades que temos a disposição.

E tem permitido que as lideranças coloquem também suas expectativas as equipes e liderados.

Estimula autonomia e fortalezas, já que faz com que cada um/a assuma a responsabilidade pelo potencial que possui e proponha a melhor maneira de aproveitá-lo.

O que cabe ao líder? Ao invés de dizer o que fazer, ajudá-los a que se desenvolvam dando apoio e recursos para que consigam obter os resultados que propõem. 

Job Crafting tem se mostrado um excelente gerador de ideias, promotor de participação, renovador de energias e inovação para toda a organização.

Neste vídeo Dan Cable fala com maestria sobre o tema!

 

Se buscamos transformações exponenciais, é mais inteligente aproveitar as contribuições de todos.