ONA

Tendências ao Mapear redes de colaboração para 2026

Artigo adaptado do original publicado pela Cognitive Talent Solutions

Em 2026, a Análise de Redes Organizacionais (ONA – Organizational Network Analysis) ultrapassou um ponto de inflexão claro. O que começou como uma técnica especializada dentro de People Analytics está agora se tornando uma capacidade estratégica para organizações que lidam com escala, complexidade e transformação contínua.

A ONA não se trata mais de produzir mapas de rede interessantes. Trata-se de embasar decisões onde os dados tradicionais são insuficientes, especialmente em ambientes híbridos, distribuídos e altamente interdependentes.

Abaixo estão cinco tendências que definem a ONA em 2026.


1. A ONA Evolui de Insights para a Viabilização de Decisões

A mudança mais significativa em 2026 é a transição da ONA de insights descritivos para o apoio à decisão.

As organizações estão utilizando cada vez mais a inteligência de rede para orientar a gestão de mudanças, programas de transformação, decisões de liderança e o desenho organizacional. Em vez de ser uma análise pontual, a ONA está se tornando uma camada contínua que ajuda os líderes a entender onde reside a influência, como o trabalho flui e onde intervenções direcionadas terão o maior impacto.

A ONA não serve mais apenas para compreender a organização. Serve para moldá-la ativamente.


2. A ONA Torna-se Incorporada às Principais Plataformas Corporativas

Um dos sinais mais fortes da maturidade da ONA é a sua integração às principais plataformas corporativas onde o trabalho já acontece.

Em 2026, a ONA está cada vez mais incorporada em plataformas como o ServiceNow, permitindo que os insights de rede sejam conectados diretamente a fluxos de trabalho, processos e resultados operacionais.

Essa mudança permite uma adoção mais ampla em grandes empresas, um alinhamento mais estreito entre os padrões de colaboração e a execução, além de insights de rede que são oportunos e acionáveis. Quando a ONA reside dentro dos sistemas centrais (core systems), ela deixa de ser um exercício analítico e torna-se parte da infraestrutura operacional da organização.

ONA pela ServiceNow e Cognitive Talent Solutions. Fonte: Cognitive Talent Solutions


3. A Inteligência de Rede Ampliada por IA Torna-se o Padrão

A inteligência artificial está expandindo significativamente o impacto da ONA, não ao substituir o julgamento humano, mas ao ampliá-lo.

Em 2026, as organizações estão utilizando a IA para identificar riscos de colaboração emergentes, antecipar gargalos e simular cenários organizacionais, como reestruturações, crescimento ou integrações. Os insights de rede são cada vez mais dinâmicos em vez de estáticos, permitindo que os líderes respondam com mais agilidade e maior confiança.

A combinação de ONA e IA está fazendo as organizações migrarem da visão retrospectiva para a prospectiva.

Analisando resultados do ONA com IA generativa. Fonte: Cognitive Talent Solutions


Aqui está a tradução do restante do texto, mantendo a consistência terminológica e o tom profissional:

4. As Métricas de Rede Complementam os KPIs Tradicionais

A ONA não está substituindo os KPIs tradicionais. Ela os está complementando.

As métricas tradicionais explicam o que está acontecendo. As métricas de rede explicam por que está acontecendo. Em 2026, as organizações líderes combinam KPIs com indicadores de rede, tais como fluxo de conhecimento, conectividade interfuncional, padrões de influência e carga de colaboração.

Juntas, essas perspectivas proporcionam uma compreensão mais completa de desempenho, resiliência e escalabilidade, particularmente em organizações complexas e matriciais.


5. A ONA Ética e Centrada no Ser Humano Assume Prioridade

À medida que a ONA se torna mais integrada à tomada de decisões, as práticas éticas e centradas no ser humano tornam-se essenciais.

As organizações estão priorizando a transparência em relação ao uso de dados, focando em insights agregados em vez de vigilância individual, e estabelecendo estruturas de governança claras para proteger a confiança e a segurança psicológica.

O futuro da ONA depende não apenas da sofisticação analítica, mas de sua capacidade de empoderar as pessoas e fortalecer as organizações de forma responsável.


Tendência Bônus: ONA como Capacidade Fundamental para o Movimento Network-First

Em 2026, a Análise de Redes Organizacionais está se tornando cada vez mais relevante para além das organizações tradicionais, entrando em movimentos nativos de rede, como o Network-First Manifesto.

Conforme o trabalho migra de hierarquias rígidas para ecossistemas de contribuidores, comunidades e iniciativas descentralizadas, a ONA fornece a espinha dorsal empírica para entender como a colaboração, a influência e a criação de valor emergem sem autoridade formal. Ela permite que organizações network-first (focadas em rede) coordenem ações, reconheçam lideranças, aloquem recursos e escalem sem reverter ao controle hierárquico.

Nesse contexto, a ONA não é simplesmente uma ferramenta analítica. Ela torna-se uma camada de governança e de construção de sentido (sense-making) para o futuro do trabalho, ajudando as redes a permanecerem humanas, resilientes e alinhadas à medida que crescem.

Resultados de ONA da Comunidade do Manifesto Network First. Fonte: Network First Manifesto


Olhando para o Futuro

Em 2026, a Análise de Redes Organizacionais não é mais uma tendência emergente. É uma capacidade estratégica que complementa métricas tradicionais, integra-se às plataformas corporativas e viabiliza melhores decisões em escala, tanto em organizações quanto em sistemas network-first.

Em um mundo cada vez mais moldado por ecossistemas, comunidades e colaboração descentralizada, entender como o trabalho, a influência e o valor realmente fluem não é mais opcional. A ONA está se tornando a lente através da qual as organizações e iniciativas network-first aprendem a ver, coordenar, adaptar e performar sem voltar a hierarquias rígidas.